5 de jul de 2012

Nova droga tratará a AIDS de modo mais fácil .‏


Jornal da Ciência (Osmario Valverde / 29/06/2012)
Portadores de HIV possuem agora uma nova esperança em um tratamento mais eficiente através de um novo fármaco após passar por larga escala de testes.
O medicamento Atripla revelou-se ser mais rápido na atuação contra a doença, além de possuir menos efeitos colaterais em comparação com os regimes terapêuticos largamente usados na atualidade.
A pílula, segundo os pesquisadores, evitará que os portadores necessitem ingerir uma grande quantidade de comprimidos diariamente.
Um dos grandes problemas do tratamento atual é o número de pílulas. Quanto maior a quantidade, maior o esquecimento das pessoas. Ao se esquecer de tomar uma pílula, aumenta o risco de resistência do medicamento, tornando o vírus mais “forte”, podendo causar progressão da doença.
Os resultados das pesquisas internacionais da nova pílula, em um estudo publicado na revista The Lancet, revelaram que o Atripla mostrou-se uma importante opção de tratamento, melhorando a adesão dos portadores.
O Vírus da Imunodeficiência Humana enfraquece a capacidade de combater infecções e doenças como o câncer. A AIDS pode significar uma sentença de morte quando o paciente não segue a risca o tratamento e o corpo perde a capacidade de batalhar contra doenças.
Paul Sax da Harvard Medical School, autor do primeiro estudo sobre a pílula, disse: Nossos resultados oferecem um adicional altamente potente e bem tolerado, contando com uma opção de tratamento simples, resultado da combinação de anti-retrovirais em um único comprimido”, em entrevista ao DailyMail.
Ele ainda acrescentou que os estudos mostraram que o tratamento com uma única pílula melhora adesão dos pacientes e a satisfação, ajudando a evitar erros de prescrição, reduzindo assim a probabilidade de falha do tratamento e resistência às drogas.
O Atripla é uma combinação dos fármacos elvitegravir, cobicistat, emtricitabina e fumarato de disopropil tenofovir, desenvolvida pelo laboratório Gilead Sciences.
Em maio deste ano, o FDA (órgão americano de controle com a mesma função da ANVISA aqui no Brasil) votou para aprovar o medicamento no tratamento de infecções com HIV-1 em adultos norte-americanos. A decisão final sairá em agosto.

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