8 de mai de 2012

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Transexual cubana é rainha do cabaré da luz vermelha
Transexual cubana é rainha do cabaré da luz vermelha
A preferência nacional, mesmo representada pelo melhor que o Brasil tem no gênero, dançou. Quem deu o clima de cabaré mesmo no palco da luz vermelha foi uma transex cubana de 72 anos. O nome dela é Phedra de Córdoba, atriz do grupo "Os Satyros", que despertou o até então lesado público GLS e reacendeu a testosterona dos héteros com um erótico "portunhol selvagem".


Show de Rita Cadilac no palco Cabaré na Virada Cultural

Famosa no circuito praça Roosevelt, Phedra teve a sua noite de gala para as massas. Seu show tinha o nome de "Jet Set", mas bem que poderia ser batizado de "Delito por Dançar o Chá-chá-chá", título do livro do seu conterrâneo Cabrera Infante. Ela levou ao palco canções populares do cabarezismo francês, no final de semana da eleição do socialista François Hollande, mas a dicção fincou pé no Caribe. Gracias.

Não que os respeitáveis bumbuns da Gretchen e da Rita Cadilac, dois dos mais celebrados latifúndios dorsais do país que ainda nos deve a reforma agrária, tenham se dado mal na Virada. Jamais. Os arrojados desempenhos que fazem a história das bundas mais longevas no desejo do brasileiro de todas as classes. Bunda que de tão boa redunda, como no verso do sério mineiro Carlos Drummond de Andrade.

Gretchen, que se apresentou no sábado, com um bom humor incrível incendiou o populacho mesmo quando o CD do playback teimava em travar justamente no momento nobre do "Freak le Boom Boom". Ah, é, não vai rolar o clássico, ela mandava outro: "Conga, Conga, Conga".

Na pole dance, que deveria ser esporte oficial olímpico na Rio 2016, as tantas meninas fizeram direitinho. Óbvio que, na rua, diante da moral e dos bons costumes das autoridades paulistanas, não foram tão generosas como costumaM ser nas casas do ramo das redondezas, como a frontal Love Story e a Kilt, melhor espetáculo erótico do país.

Foi bonito o cabaré, pá, a mestra de cerimônia Jefersona do Leblon conduziu com muita decência a narrativa, mas fica uma sugestão para a próxima Virada. Um cabaré na ideia mais brasileira do ramo, algo como o que herdamos de Waldick Soriano, Nelson Gonçalves e a Ângela Maria, que se apresentou, também no sábado, com o Cauby no Municipal.

Eis o clima, na voz da própria Ângela: "A luz do cabaré já se apagou em mim/ um tango na vitrola, também chegou ao fim".
Cassandra Fontoura à Paris.....

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