26 de dez de 2011

Além das calçadas


Maio/2008

Eles (ou elas) são travestis. Nasceram homens, identificam-se como mulheres e precisam batalhar muito para não cair na prostituição

Um dos anúncios que a travesti Tábata Rios, de 19 anos, usava para atrair potenciais clientes ainda pode ser visto na internet: "Sou superfeminina, educada, discreta e carinhosa. Adoro beijar na boca e realizar todas suas fantasias e desejos. Atendimento completo para executivos e casais. Com um grande talento ativo e passivo. Privê discretíssimo. Copacabana". O telefone não é mais o mesmo. Nem a vida. Neste ano, Tábata foi estagiária do Projeto Damas, criado pela prefeitura do Rio de Janeiro para oferecer possibilidades de profissionalização para as travestis fora da prostituição. Ela trabalhava na MultiRio, uma produtora de TV ligada à administração municipal, no departamento de marketing. Na mesma turma de Tábata, 19 travestis participaram do projeto, que já havia formado outras 80 em quatro turmas anteriores.

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