18 de ago de 2011

"Aids não afeta o amor’, lembra Rene Junior, pai de dois meninos"


“Quando descobri ter o vírus da aids, a primeira coisa que veio a minha cabeça foi que eu poderia morrer antes de ver meus dois filhos crescerem.”

O medo do Carioca Rene Junior, de 42 anos, é comum em grande parte das pessoas que se descobriram portadoras do HIV, antes da criação do coquetel antiaaids.

Hoje, no entanto, Rene revela que já não sente mais tanto essa preocupação. Integrante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+) e funcionário da área administrativa e financeira do Grupo Pela VIDDA (Valorização, Integração e Dignidade do Doente de Aids), do Rio de Janeiro, ele atua há oito anos pela defesa das pessoas que também têm o vírus HIV.

Homenageado pela Agência de Notícias da Aids neste Dia dos Pais, Rene disse que se sentiu muito honrado por poder mandar uma mensagem para outros pais. “O mais importante é nunca se esquecer que ter um vírus não diminui em nada o amor que a pessoa sente pela outra. O que muda apenas é passarmos a ter responsabilidade total nas relações sexuais, usando sempre a camisinha, e termos hábitos de vida saudáveis para continuarmos a viver bem”, comentou.

Para os pais que descobriram ter um filho com HIV, Rene acredita que o mais importante é o apoio e a motivação inicial. “Mostre que você o ama e procure sempre estar presente na vida dele.”

Rene está solteiro, mas conta que tem uma ótima relação com seus filhos. “Adoramos ir ao cinema e conversarmos sobre futebol”, finalizou.

Aids no Brasil

Desde o início da epidemia, em 1980, até junho de 2010, o Brasil registrou 592.914 casos de aids, segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.

Em relação à forma de transmissão entre os maiores de 13 anos de idade, prevalece a sexual. Nas mulheres, 94,9% dos casos registrados em 2009 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV. Entre os homens, 42,9% dos casos se deram por relações heterossexuais, 19,7% por relações homossexuais e 7,8% por bissexuais. O restante ocorreu por transmissão sanguínea e vertical.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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