30 de nov de 2011

A Educação Sexual vem sendo debatida há décadas, mas elementos novos, como as recentes discussões sobre homofobia, trazem à tona a necessidade de informar crianças e adolescentes sobre a realidade que os cercam. A mudança do contexto social desperta a necessidade de convivência com os mais variados conceitos de sexualidade, entretanto, conversas sobre sexo entre pais e filhos ainda são tabus, e as escolas nem sempre se encontram preparadas para acolher o assunto em sala de aula. Procurando responder a demandas como estas, o Grupo Pela Vidda-Rio de Janeiro, em parceria com o SESI- Rio de Janeiro e o apoio da  IESA Óleo & Gás S/A e com o, vem realizando uma série de atividades de apoio a educadores e educandos na discussão de assuntos ligados às relações de gênero, sexualidade, sexo-seguro, direitos e preconceito entre pessoas vivendo com HIV e aids.

DST/aids em destaque
O trabalho feito consiste na realização de oficinas de sensibilização e conscientização que tratam da temática DST/aids, além de oficinas de teatro educativo nesta mesma área. Para isso, o projeto conta com a participação de educadores e educandos do SESI-Rio de Janeiro e de alunos de quatro UPP´S (Providência, Borel, Chácara e Macacos). O programa inclui rodas de conversa, slides, vídeo-debate, avaliação de casos reais, entre outros.
Durante as oficinas, conduzidas por um especialista no assunto,  os participantes têm a oportunidade de  trocar experiências e debaterem sobre situações e problemas vividos no contexto escolar. Na última avaliação do projeto, os educadores relataram que, a partir das dinâmicas, puderam esclarecer diversas dúvidas no campo. “Fiquei sabendo de muitas informações que não tinha certeza”, afirmou um dos participantes.
Aids no Brasil
Desde o início da epidemia, em 1980, até junho de 2010, O Brasil tem 592.914 casos registrados de aids (condição em que a doença já se manifestou), de acordo com o último Boletim Epidemiológico. Em 2009, foram notificados 38.538 casos da doença e a taxa de incidência de aids no Brasil foi de 20,1 casos por 100 mil habitantes.
Atualmente, ainda há mais casos da doença entre os homens do que entre as mulheres, mas essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos. Em 1989, a razão de sexos (número de casos em homens dividido pelo número de casos em mulheres) era de cerca de 6 casos de aids no sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2009, chegou a 1,6 caso em homens para cada 1 em mulheres.
A faixa etária em que a aids é mais incidente, em ambos os sexos, é a de 20 a 59 anos de idade. Chama atenção a análise da razão de sexos em jovens de 13 a 19 anos. Essa é a única faixa etária em que o número de casos de aids é maior entre as mulheres.
 
 
O Grupo Pela VIDDA
O Grupo Pela Vidda foi fundado em 1989 pelo escritor Herbert Daniel. Trata-se do primeiro grupo criado no Brasil por pessoas portadoras de HIV, seus amigos e familiares. Suas ações e iniciativas são garantidas pela intensa dedicação de várias pessoas envolvidas no dia-a-dia da organização – dentre usuários, voluntários e profissionais engajados na luta contra a epidemia no país – que atuam em várias ações, projetos e atividades pontuais e/ou estratégicas promovidas pelo grupo ao longo dos anos, como manifestos, conselhos de saúde e de controle social, treinamentos temáticos, fórum ONG/aids e Comitê Comunitário em Pesquisa anti-HIV. O Grupo fica na Av. Rio Branco, 135 sl. 709 - Centro, Rio de janeiro- RJ. www.pelavidda.org.br contato:  gpvrj@pelavidda.org.br 
 
Mais informações:
Jucimara Moreira
Coordenadora do Projeto Educar para Viver – Grupo Pela Vidda-RJ
Tel.: (21)87672478  e 2518-3993

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