17 de jun de 2011

Rio, Ministério Público Estadual, exige a reabertura do Hospital Pedro II‏

Rio, Ministério Público Estadual exige a reabertura do Hospital Pedro II

Rio - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) propôs Ação Civil Pública, nesta quarta-feira, para garantir a reabertura do Hospital Estadual Pedro II, em Santa Cruz, na Zona Oeste. A Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Capital requer o início imediato das obras de recuperação e a garantia de atendimento integral à população da região, com remanejamento provisório de pacientes para outras unidades de saúde adaptadas para o aumento de demanda, até a reativação do Pedro II.

A ação foi distribuída para a 1ª Vara de Fazenda Pública da Capital. Caso os pedidos de liminar do MPRJ sejam totalmente acolhidos, os réus também terão de apresentar cronograma das ações administrativas para a reativação do hospital e do atendimento à população – inclusive com aumento de recursos humanos e materiais nas unidades existentes, que deverão garantir a cobertura do atendimento até a reativação do Pedro II. É requerido ainda que os réus indiquem a data para o reinício das atividades do hospital e que prestem informações à população sobre as unidades substitutivas.

“Caso a liminar, se concedida pela Justiça, seja descumprida, foram requeridos o bloqueio das verbas orçamentárias destinadas à publicidade e divulgação das ações dos Governos Estadual e Municipal e a fixação de multa diária no valor de R$ 10 mil, até que os réus atendam à decisão”, informou a Promotora de Justiça Anabelle Macedo Silva, que instaurou Inquérito Civil Público para apurar os problemas em outubro de 2010, após incêndio no Hospital Estadual Pedro II.

A ação detalha a estrutura que o Pedro II apresentava até outubro, data de seu fechamento. Desde então, a população deixou de contar com 264 leitos,16 leitos de UTI neonatal, sete leitos de UTI adulto, um tomógrafo e atendimento de urgência e ambulatorial. A ACP também informa que a maternidade do Pedro II, de acordo com dados reunidos no Inquérito Civil, liderava o número de atendimentos entre as demais unidades da rede pública, com 500 partos por mês.

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