9 de out. de 2012

Angola: Titica pode ser a primeira transexual do País


 A cantora angolana, que se encontra no Brasil, está a ser submetida a um processo de mudança de sexo que irá tornar-se na primeira transexual no país.

Em declarações à imprensa brasileira, a kudurista disse que neste momento está numa fase de acompanhamento psicológico para compreender o processo. “Esta acontecer aos poucos”, avançou Titita.

A nossa Constituição é omissa sobre esta questão pelo que se desconhece, sobre o futuro tratamento jurídico que lhe será reservado após a mudança de sexo. De algum tempo a esta parte, a cantora passou a adoptar de forma informal o nome feminino de Teca Miguel Garcia que explica ser uma homenagem ao apelido que recebeu dos seus pais na infância, “Tica – Tica”, que significa criança peralta.

Dizer que Titica cresceu com as suas tias no Bairro Operário e começou a manifestar –se desde a puberdade  para tendências apostas ao sexo masculino. Há 3 anos, quando tinha 21 anos de idade, viajou para o Brasil para implantar silicone nos seios. Desde então, passou a apresentar-se como mulher e é pela sua abertura que ganhou carinho e respeito dos fãs e não só.


Fonte: http://www.diarioliberdade.org/

8 de out. de 2012









 Gary chegou a posar para marcas de vbiquíniFoto: Reprodução da internet / The Sun
 
Extra Online

O britânico Gary Norton, de 75 anos, é veterano da Força Aérea Britânica, mas se chamava Gillian há 23 anos, quando fez uma cirurgia de mudança de sexo. Ao jornal The Sun, ele conta agora que se arrependeu da decisão e que quer voltar a ter relações com mulheres:
“Eu quero ter relações sexuais com uma mulher, mas não tenho o instrumento”, disse ele, que operou depois que sua mulher e filhos descobriram que ele fazia cross-dressing (vestia-se de mulher) às escondidas.
Pai de quatro filhos, Gary parou de tomar hormônios femininos que impediam o crescimento de sua barba e está numa fila de espera para ter os seios removidos. Ele também está pedindo ao sistema público de saúde do Reino Unido uma cirurgia para reverter sua mudança de sexo, mas a demanda foi negada.
“Eu me sinto enganado. Fiz o meu melhor para ser uma mulher de verdade. Comprei biquínis e vestidos legais, gastei tempo com meu cabelo e maquiagem e sempre estava com as unhas feitas. Mas a operação essencialmente me fez uma lésbica”, diz ele, que faz aula de yoga com mulheres e até já modelou para uma marca de biquínis. “Minha vida é um pesadelo”



Foto: Reprodução da internet / The Sun

Hoje, ele tenta namorar com mulheres, mas nunca consegue construir uma nova relação:
“Quando elas percebem que tenho um corpo de mulher, sempre terminam. A mudança de sexo foi o maior erro da minha vida. E estou sozinho”, diz ele, que hoje acredita que nunca deveria ter ido além de se vestir de mulher.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/bizarro/veterano-da-forca-aerea-britanica-que-mudou-de-sexo-se-arrepende-quer-reverter-cirurgia-maior-erro-da-minha-vida-6316058.html#ixzz28e8I4jgs.

Parabéns Alessandra Ramos

Bom Dia, Gente Lindas!
Bom, hoje o dia esta em festa e especial para nossa amiga, companheira,ativista Alessandra Ramos. Minha amiga,irmã,filha o que falar ou escrever: A verdade é desejar um grande aniversário com saúde, paz,alegria muito amor. Que esse dia seja repleto de conquistas e vitórias.
Nós do Grupo TransRevolução desejamos nossos Parabénssssssssssssssssssssss

Beijocas

Convide para comer o bolinho tá rsrsrsrsrsrsrsr



TransRevolução
Giselle Meirelles Kuzattis Cassani

2 de out. de 2012

 Tivemos antes da nossa reunião do Grupo TransRevolução. Tivemos reunião com a americana Laura sobre Projeto...
 Reunião somente as Trans.

 O começo dO TransRevolução
 Euzinha
 O começo da Reunião
 As meninas
 O nosso querido Symon
 Nossas participantes

 Hora de fotos

 A homenagem a Dandara Vital

 Nossa querida Dr.ª Fernanda Hernani
 Beatriz e Alessandra




 Roberta Kelly
 A linda Dandara Vital
Agradeço sempre todas voces pelo carinho.
Viva TransRevolução!!!

BJS

29 de set. de 2012

Parabéns Dandara Vital

Hoje o dia ta em festa, afinal de contas é o Aniversário de Dandara Vital.
Amiga o que desejar? Tudo e mas...Afinal você merece.

Nosso Parabéns de muitas alegrias, saúde, sucesso e sorte.

TransRevolução/Madame Giselle

21 de set. de 2012

Transexual não pagará pela cirurgia de troca de sexo‏

Notícias

19 setembro 2012
Fatores biológicos e neurológicos

Transexual não pagará pela cirurgia de troca de sexo

A 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas determinou que o atendimento cirúrgio e psicossocial para mudança de sexo de uma transexual seja feito pelo Sistema Único de Saúde.

Ela procurou a rede pública de saúde de Campinas para fazer uma cirurgia de mudança de sexo, mas, apesar de o procedimento ser feito pelo SUS, foi informada de que não havia vagas disponíveis. A Defensoria Pública entrou, então, com a ação, para obrigar o Estado a inseri-la em um programa médico de preparação e realização cirúrgica de redesignação sexual.
 
O defensor público José Moacyr Doretto Nascimento, que atua no caso, ressalta que a cirurgia não pode ser vista como uma simples opção. “O transtorno gravita em torno da identificação da pessoa com seu gênero, não com sua opção sexual. Um homossexual, na maioria das vezes, identifica-se perfeitamente com seu gênero fisiológico. Dessa forma, não se deve limitar a questão do transexualismo a um mero capricho orientado por opção sexual”.

Ainda cabe recurso pelo Estado. Com informações da Assessoria de Imprensa da Defensoria Pública do Estado de São Paulo.
 
Revista Consultor Jurídico, 19 de setembro de 2012

20 de set. de 2012

Katia Tapety, o filme‏



 
19/09/12, 08:14

Kátia:Estreia filme sobre piauiense 1ª vereadora travesti do Brasil

Filme sobre Kátia Tapety entra em cartaz em 2013 e será lançado em Oeiras.


Estreia nesta quarta-feira (19) o filme “Kátia”, da cineasta Karla Holanda, que retrata a trajetória da piauiense Kátia Tapety, primeira travesti eleita a um cargo político no Brasil. Por três vezes seguidas, ela foi a vereadora mais votada de Colônia do Piauí e exerceu o cargo de vice-prefeita do município entre 2004 e 2008.
 
A produção ganhou em fevereiro de 2010 o Prêmio Petrobras Cultural, o que lhe garantiu o patrocínio da estatal. Ao todo, foram cerca de 30 horas de gravações em Oeiras, Colônia do Piauí e no Rio de Janeiro.
 
  A película também tem um site onde são contados detalhes da produção. O filme deve estrear em Oeiras e região em 2013.
A estreia oficial do filme Kátia acontece durante o Festival de Brasília, na Sala Villa-Lobos, às 19h.

18 de set. de 2012

Transexuais: o drama de homens que nasceram em corpo de mulher

Por Mariana Sanches. Fotos Gabriel Rinaldi

 O guarda civil Márcio Régis Vascon se formou em Direito. Na colação de grau pode ser chamado pelo nome social

O coração de Márcio Régis Vascon batia acelerado sob a beca preta, em uma noite quente de dezembro passado. Às vésperas de completar 40 anos, faltava a Régis dar apenas alguns passos para realizar um sonho interrompido vinte anos antes. À beira do palco, sob o olhar atento de quase 500 pessoas, no anfiteatro da Universidade Paulista, em Campinas, ele estava prestes a receber o canudo de Bacharel em Direito. As batidas desenfreadas no peito, no entanto, não eram só de alegria. Eram de aflição. Com o rosto forrado de barba, o cabelo cortado rente ao crânio, o rosto anguloso e a voz grossa, nada em Régis fazia lembrar o universo feminino. Mas, ele nasceu mulher. Em seus documentos, até hoje, consta o nome de batismo — Márcia Regina — dado pela mãe. Naquela noite, havia prometido a si mesmo que não subiria ao palco se fosse chamado de Márcia. Acionou a Defensoria Pública do Estado de São Paulo para que tivesse direito de ser chamado por seu nome social. Um ofício determinava que a faculdade o respeitasse. Quando seu nome — Márcio Régis — foi anunciado, todos os colegas levantaram para aplaudi-lo. Ao longo dos cinco anos de curso, Régis não lutou só pelo grau de Bacharel em Direito. Lutou pela própria identidade.
Leia mais: Joanna Maranhão garante que tentará de novo no Rio 2016 e relembra abusos sexuais
Régis é um homem transexual.­ Diferente da homossexualidade, a transexualidade é descrita pela ­Organização Mundial da Saúde ­como um transtorno de identidade­ de gênero, em que o sexo biológico­ não condiz com a identidade de gênero da pessoa. A condição de Régis é conhecida pela sigla FTM (Female To Male, ou feminino para masculino). É um fenômeno mais raro do que aquele em que alguém nascido homem deseja transformar-se em mulher, caso da modelo brasileira Lea T. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, há uma mulher transexual a cada 30 mil pessoas e apenas um homem transexual a cada 100 mil.
Embora a transexualidade seja um fenômeno mundialmente reconhecido desde a década de 80, o Brasil avançou pouco no respeito aos direitos dos transexuais­. Enquanto a Argentina aprovou, em maio, uma lei que permite que o nome, o gênero e a foto de documentos de identidade sejam modificados por qualquer pessoa maior de 18 anos que não se reconheça no gênero registrado na certidão de nascimento, aqui, essa decisão ainda cabe ao juiz e às suas convicções. Não há marco legal ou jurisprudência em relação ao resultado de processos de troca de nome. As ações chegam a levar três anos, ou mais, para ser julgadas. E, frequentemente, o resultado é negativo. “Infelizmente, há uma influência forte dos preceitos judaico-cristãos no Judiciá­rio, o que tem impedido decisões mais progressistas”, afirma o juiz Roberto Coutinho Borba. Em 2009, em Bagé (RS), o juiz Borba deu uma das raras decisões favoráveis à troca de nome. Uma cabeleireira, conhecida na cidade como Verônica, pôde ter seu nome de registro — Antônio — substituído pelo­ nome feminino. “Ela ainda não tinha sido operada para mudar de sexo e, por isso, os meus colegas não autorizaram a troca­ de nome­. Mas ela já tinha feições femininas­ e sua vida estava completamente parada­ por conta do nome. Ela não conseguia comprovar sua identidade, abrir conta em banco,­ estudar­, porque seus documentos de homem não condiziam com suas características femininas”, afirma Borba.
“A influência da religião no judiciário impede decisões a favor da troca de nome” Roberto Coutinho Borba, juiz de Direito
EXCLUSÃO Os juízes que optam por não autorizar a troca de nome argumentam que, sem a cirurgia de mudança de sexo, todas as transformações físicas são reversí­veis. Para eles, alterar os documentos nessa condição seria facilitar o crime de falsidade ideológica, em que uma pessoa se faz passar por outra. Na prática, a opção dos juí­zes tem excluído milhares de pessoas de escolas, faculdades, do mercado de trabalho, enfim, da ­cidadania. Isso é especialmente verdade para os homens transexuais.
No caso das mulheres trans, o desejo de se transformar costuma ser mais facilmente satisfeito. Além de usar hormônios femininos e de implantar silicone para dar forma aos seios, elas têm à disposição uma técnica cirúrgica segura para criação de vagina. O Sistema Único de Saúde (SUS) realiza o procedimento gratuitamente. Em clínicas particulares, a cirurgia de neovagina pode custar até R$ 40.000. Cenário muito diferente é aquele encontrado por homens transexuais. Se, por um lado, 100% deles sonham em ter um pênis funcional e em dimensões normais, por outro, dos cinco entrevistados por esta reportagem, nenhum se disse disposto a fazer uma faloplastia. Esta consiste num conjunto de complicadas interveções cirúrgicas que promete formar um pênis de até dezoito centímetros de comprimento. Primeiro, um tubo de material cirúrgico é implantado no braço do paciente. Durante alguns meses, tecidos e enervações serão formados em torno desse tubo. Uma nova cirurgia será feita para retirá-lo do braço. Os médicos, então, usarão a pele da superfície de uma das coxas do paciente para envolver o tubo. A pele da planta do pé serve para desenhar a glande. Tudo será incorporado à genitália do trans. Embora o Hospital das Clínicas de São Paulo já realize a faloplastia, a técnica é considerada experimental. O pênis criado a partir da cirurgia raramente é capaz de gerar orgasmos, não costuma ficar ereto e, em alguns casos, é rejeitado pelo organismo, levando à necrose de toda a genitália e de parte do sistema urinário. O pós-operatório delicado pode levar à morte.
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Diante dos enormes riscos envolvidos e da posição inflexível de alguns juízes, os homens trans se viram num limbo jurídico. A ação da Defensoria Pública começa a desfazer esses nós junto às faculdades e às empresas onde os transexuais estão. É uma maneira de fazer com que eles existam e sejam respeitados em seu cotidiano, entre seus colegas de classe, chefes e subordinados. “Há um decreto estadual em São Paulo que recomenda o uso do nome social em repartições públicas. Com base nele, estamos pedindo a mudança do tratamento dos trans nas faculdades e empresas privadas. Se há resistência, ameaçamos abrir um processo judicial”, afirma a defensora Maíra Diniz. “Não importa se o trans é operado ou não, isso é apenas um detalhe. Mas o nome não é um detalhe. O direito à identidade independe do sexo biológico. Trocar o nome de alguém em documentos não é difícil e não traz insegurança. Se fosse assim, o ex-presidente Lula não poderia ter incluído o apelido no nome de registro.”
PRECONCEITO Foi graças à atuação da Defensoria que Régis teve o reconhecimento público que tanto esperava no dia da sua colação de grau. Expulso de casa pela mãe aos 23 anos, assim que ela descobriu que ele tinha uma namorada, Régis trabalhou como babá e como servente de pedreiro, até passar no concurso para Guarda Civi­l em Campinas, São Paulo. Há seis anos, começou sua transformação física. Com a supervisão de um endocrinologista, passou a tomar uma injeção de testosterona por mês. Uma cirurgia retirou todos os órgãos sexuais femininos de Régis. Conforme a barba­ crescia e a voz engrossava, sua situação piorava entre os colegas de farda. “A convivência era delicada porque a guarda é extremamente machista. Até hoje, é frequente agressões contra travestis”, afirma Régis. “Um dos guardas chegou a me dizer que, se ele fosse Deus, pessoas como eu seriam queimadas na fogueira.” Para testá-lo, os colegas começaram a exigir resultados exemplares nos testes físicos obrigatórios. “Ficavam dizendo que era na corrida que eles queriam­ ver se eu era macho mesmo.” Régis corria mais rápido do que quase todo o pelotão, o que não é exigido de mulheres. Chegou a completar os testes com o pé torcido. “Melhor isso do que aguentar as piadinhas.” Quando pediu aos superiores para que seu nome na farda passasse de Márcia Regina­ para Márcio Régis, a situação se complicou. Ele chegou a sofrer sete processos administrativos ao mesmo tempo. “Eram todos sem motivo. Fui exonerado com a ­justificativa de que eu era incompetente. Mas a guarda nunca conseguiu provar isso e acabei readmitido por mandado judicial”, diz Régis, que nunca quis deixar a farda. Reincorporado ao trabalho, em vez de Regina, passou a sustentar Vascon, seu sobrenome, na farda. Ainda assim, o comando nunca permitiu que ele usasse o banheiro masculino em vez do feminino. “Eu ia na cara de pau mesmo.”

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